Sexta, 10 de Setembro de 2010
   
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Não é difícil perceber os efeitos nocivos das ações do homem ao longo do tempo na natureza e, em alguns casos, fica mesmo evidente a ameaça ao próprio homem. Exemplo bem claro é a ocupação urbana irregular de encostas e margens de rios, que causam mortes em nossas cidades. Óbvio que nesses casos faltaram ações preventivas e as condições desfavoráveis foram se estabelecendo ao longo de anos, de modo que não há propriamente um culpado. Mas no momento em que a tragédia acontece, alguém está ali para responder por seus efeitos.
Falar em auditorias tem causado certo temor nas pessoas. As causas deste temor parecem estar ligadas a atitudes equivocadas de alguns auditores, que conduzem entrevistas como se fosse uma investigação policial, e à condução de auditorias com foco em encontrar culpados para erros nos processos. É constrangedor para um auditor de sistemas encontrar pessoas, durante as entrevistas, apresentando um nervosismo tão elevado que não conseguem falar. Uma expressão comum entre estas pessoas é: "Esta semana vamos sofrer uma auditoria."

O desempenho energético é um termo amplo, que abrange a eficiência energética, a intensidade energética , o consumo energético, bem como a forma de utilização de qualquer tipo específico de energia em uma determinada atividade.

Toda organização, seja ela micro, pequena, média ou grande empresa, necessita de um direcionamento estratégico para suas atividades. Quando a empresa possui um planejamento estratégico, todas as decisões e direções tomadas internamente devem proporcionar o alcance das estratégias estabelecidas. Não possuindo esse recurso, a empresa deverá estabelecer um direcionamento estratégico que a permita focar o cliente e a melhoria contínua como prioridade, conduzindo seus processos fundamentados nos conceitos da qualidade.
Artigo baseado na Tese de Doutorado do autor “Gestão do Relacionamento com Fornecedores – Análise da eficácia de programa para desenvolvimento e qualificação de fornecedores para grandes empresas”
O contexto das grandes empresas

Grandes empresas, inseridas em um forte contexto de competição global, buscam definir meios para serem competitivas, passando a adotar novas formas de organização e interação com outras organizações. Como estratégia básica, muitas adotam a concentração em seu negócio principal, fazendo uso de suas competências essenciais. É necessário estruturar e organizar uma cadeia de fornecedores que possam assegurar o fornecimento de materiais, bens e serviços de modo confiável para não afetar negativamente sua competitividade.

Em um mundo globalizado, onde a viabilidade econômica de um negócio está intrinsecamente relacionada com a capacidade das empresas de se reinventarem constantemente, fazendo mais e melhor com cada vez menos recursos e menores custos, o conceito da gestão eficiente deve permear todas as decisões tomadas, sejam estas de cunho operacional ou estratégico. Esta filosofia deve ser um valor cultivado pela empresa junto aos seus colaboradores e incorporado ao seu dia-a-dia, revelando-se em uma cultura de zelo com a observância dos métodos, procedimentos e normas e, consequentemente, com a capacitação técnica de seus gestores e empregados. Uma gestão eficiente nasce, portanto, do planejamento e da observação, estes erigidos a partir de uma sólida e abrangente base de conhecimentos corporativos.

O desenvolvimento de fornecedor pode ser analisado sob duas óticas distintas. Pode ser identificar ou buscar um novo fornecedor ou então promover a melhoria de fornecedores já identificados. A criação de novas fontes de fornecimento é entendida como o contexto limitado de um programa de desenvolvimento de fornecedores. A forma mais ampla é assumida quando esses programas visam a melhoria dos fornecedores existentes. Para que esses programas tragam o resultado esperado às empresas, especialmente as de grande porte, é necessário que sejam usadas referências ou modelos para definir o que é um fornecedor qualificado ou em condições para fornecimento.

A importância do bom relacionamento de empresas com seus fornecedores tem sido preocupação há bastante tempo. Na década de 50, Edward Deming definiu seus famosos 14 princípios da gestão da qualidade e, dentre eles, dedicou um, o quarto princípio, à necessidade de se estabelecer um relacionamento próximo com fornecedores, que tem como texto: "Cesse a prática de aprovar orçamentos com base no preço. Em vez disso, minimize o custo total. Desenvolva um único fornecedor para cada item, num relacionamento de longo prazo, fundamentado na lealdade e na confiança".

Ao longo dos anos, adotou-se nas maiores empresas do mundo, políticas de governança baseadas em estruturas verticais e sólidas. Isso fazia com que cada pessoa soubesse exatamente o que deveria fazer e quem eram as pessoas responsáveis por dar as ordens. A flexibilidade era muito baixa e os profissionais funcionavam como que em uma grande máquina, cuja velocidade de trabalho era ditada de cima para baixo.