Nos dias de hoje, mesmo antes da crise, a situação já era muito diferente. As pessoas dentro de uma organização assumem diversos papéis para conseguir executar com sucesso suas tarefas. A verticalização deu espaço ao trabalho matricial, que prioriza a intercomunicação entre as diferentes áreas de uma mesma empresa. Os resultados não são mais vistos apenas como fruto da somatória dos bons desempenhos individuais, mas sim de toda uma equipe motivada e em busca de conquistar objetivos comuns.
Esta evolução na maneira de se trabalhar trouxe mudanças em relação à forma de se gerenciar. Antes, se cada um era visto como um componente isolado e responsável apenas por suas atividades, direcionado pela antiga figura do chefe, hoje, esse mesmo indivÃduo faz parte de um verdadeiro time, com influência direta nos resultados de todos.
Por isso, a figura do profissional centralizador foi substituÃda pelos lÃderes, capazes de interagir com uma série de indivÃduos, estimulando-os a obter os melhores resultados, da maneira mais colaborativa possÃvel e ainda priorizando o autodesenvolvimento e criatividade.
Diferentemente do que acontecia no passado, o tÃtulo de "lÃder" não é concedido exclusivamente pela organização ou entidade que está inserido, ou seja, a liderança não representa um cargo, mas sim um papel a ser exercido e reconhecido espontaneamente pelas pessoas interrelacionadas. Desde o mais simples funcionário até o presidente de uma grande empresa, todos têm a capacidade de se tornarem "lÃderes". O lÃder é aquele que motiva e incentiva os profissionais da sua equipe brilhar, se desenvolverem constantemente e, principalmente, perceberem a sua importância para o sistema onde estão inseridos.
Existem dois grandes focos de trabalho para um lÃder: nos resultados e nas pessoas. O lÃder deve buscar o equilÃbrio desses dois objetivos. No caso contrário, quando trabalhamos apenas para o bem-estar das pessoas da equipe de trabalho, podemos deixar de atingir nossas metas. Por isso, o lÃder deve estar atento aos resultados. Não é recomendável termos uma equipe que alcance os objetivos, mas que não tem um bom relacionamento ou está sempre em situações de desgaste emocional. O contrário também não é desejado, um grupo de profissionais muito bem emocionalmente, mas que não gera conquistas e crescimento para a empresa.
Para se tornar um bom lÃder é preciso desenvolver algumas competências, independentemente do cenário em que cada profissional pretende atuar. O grande desafio é que muitos não se permitem enxergar esses pontos a serem trabalhados.
Eng. João LuÃs Moraes Seder - Gerente de Suporte Operacional-SOP e representante da Petrobras no Prodfor.
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