O Rio de Janeiro conta com sete carros e é o segundo Estado com maior número de equipes (junto com Minas Gerais), após São Paulo. Cada equipe é responsável por um veÃculo. As equipes cariocas representam a Universidade Federal do Rio de Janeiro, Associação Educacional Dom Bosco, Escola Politécnica da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro, PontifÃcia Universidade Católica (PUC-Rio) e a Universidade Federal Fluminense.
Baja carioca - Na Universidade Federal do Rio de Janeiro, a equipe Minerva Baja aposta na confiabilidade do carro, que em 2009 ficou com a 20ª colocação, para alcançar bom resultado em Piracicaba. "O carro não apresentou falha durante os testes e isso é muito bom", avisa Felipe D'Oliveira, capitão da equipe, que utiliza softwares de simulação de tensões e dinâmica para garantir a integridade estrutural do veÃculo, o mesmo que em 2009 completou o enduro.
Para esta edição, o carro ganhou painel solar para recarregar a bateria e abastecer o medidor de combustÃvel. O protótipo possui suspensão tipo duplo A na dianteira e Swing-Axle na traseira, pesa 170 kg e consegue atingir 50 km/h.
Para esta edição, o carro ganhou painel solar para recarregar a bateria e abastecer o medidor de combustÃvel. O protótipo possui suspensão tipo duplo A na dianteira e Swing-Axle na traseira, pesa 170 kg e consegue atingir 50 km/h.
Vitória Baja - Única representante do Estado do EspÃrito Santo na competição, a Universidade Federal do EspÃrito Santo (UFES) conta com duas equipes inscritas: Vitória Baja I e Vitória Baja II. Na Vitória Baja II, o capitão é a estudante Ida Paula de Oliveira, 21 anos e uma das três únicas capitãs na competição. As demais são Larissa Monteiro e Monik Maia, que comandam as equipes da Universidade Federal de Minas Gerais e a Universidade Federal de Pernambuco, respectivamente.
Ida conta que a equipe, composta de mais sete rapazes, investiu em um sistema eletrônico que faz o controle prévio de possÃveis falhas dos subsistemas por meio de sensores espalhados no veÃculo. "Com o sistema preditivo, durante a competição recebemos no box informações de avarias no veÃculo e tomamos as decisões corretivas adequadas", explica. O carro, que se será submetido a testes finais nos dias 10 e 20 deste mês, possui suspensão traseira e dianteira duplo A, atinge velocidade de 55 km/h e pesa 170 kg. "É um carro competitivo, focado na dinâmica veicular, facilidade de fabricação e manutenção e que oferece conforto e segurança", comenta a capitã, aluna do 7º perÃodo de engenharia mecânica da UFES. Em 2009, a equipe foi a 28ª colocada.
Desafio - Para disputar a competição, realizada pela SAE BRASIL, todas as equipes são desafiadas a projetar, buscar patrocÃnios e construir carros fora-de-estrada, para serem testados por especialistas da indústria da mobilidade. Além da avaliação de projeto, por meio de relatórios e apresentação, em Piracicaba, os Baja SAE serão submetidos a testes de tração, aceleração, velocidade máxima e um enduro com quatro horas de duração, em pista de terra cheia de obstáculos, na qual os carros são desafiados no aspecto resistência.
Ao final da competição, no domingo (28), as três instituições que alcançarem as melhores pontuações, na soma geral das provas, ganham o direito de representar o Brasil na Baja SAE Carolina, que será realizada pela SAE International, de 8 a 11 de abril, em Carolina do Sul, nos EUA. A competição internacional reúne mais de 90 equipes de diferentes paÃses. Em 2008, o Brasil se sagrou tetracampeão na competição, que foi realizada no Canadá.
Os Baja SAE são protótipos de estrutura tubular em aço, monopostos, para uso fora-de-estrada, com quatro ou mais rodas e devem ser capazes de transportar pessoas com até 1,90m de altura, pesando até 113,4 kg e motor padrão de 10 HP. Os sistemas de suspensão, transmissão, freios e o próprio chassi são desenvolvidos pelas equipes, que têm, ainda, a tarefa de buscar patrocÃnio para viabilizar o projeto.
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