Terça, 07 de Fevereiro de 2012
   
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Qua, 28 de Abril de 2010

Projeto inovador da CSU prevê a diminuição do impacto ao meio ambiente

A Companhia Siderúrgica de Ubu (CSU), o quarto projeto em siderurgia da Vale, terá o oceano como principal fonte de recursos hídricos. Por meio de inovações tecnológicas e mudanças no projeto de engenharia da CSU, foi desenvolvido um sistema que prevê a utilização de água do mar para suprir dois terços do volume necessário às operações da nova usina, além do uso de água da chuva. Essas alternativas permitirão equacionar um dos principais pontos de atenção do empreendimento - a utilização de recursos hídricos. O objetivo é minimizar ao máximo os impactos ao meio ambiente.

Dos 5.800 m3/hora de água que serão captados para a usina, 4.000 m3/hora virão do mar. Com isso, a quantidade de água doce que deverá ser utilizada será de menos de um terço, ou seja, 1.800 m3/hora serão captados nos rios da região. Além disso, o projeto prevê a recirculação de 97,5%, de toda a água doce captada e o armazenamento de água de chuva.

As novas tecnologias do projeto da CSU provocarão uma redução do impacto ambiental bastante perceptível. A captação de água doce para o empreendimento não ultrapassará 10% da vazão mínima registrada em sete dias consecutivos. Além disso, o bombeamento dessa água para a companhia será feito em um trecho do rio posterior aos pontos de captação utilizados para atender à comunidade. Dessa forma, o projeto não interferirá nas atividades da Cesan e nem prejudicará os moradores locais.

O projeto da nova usina foi lançado em 2009 e a estimativa é que a CSU comece a operar em 2014, em Anchieta. A empresa terá capacidade anual de 5 milhões de toneladas de placas de aço. Além disso, estima-se que gere 18 mil empregos, sendo 6 mil diretos e 12 mil indiretos. Tais contratações darão prioridade à mão de obra local, tanto para a fase de construção quanto para a operação, com ações previstas para a capacitação dos trabalhadores locais.

O funcionamento da siderúrgica resultará também na implantação de um eficiente sistema logístico, com a criação de um porto de águas profundas com capacidade de embarque semelhante à da produção da CSU, e uma ferrovia, a Litorânea-Sul, que atravessará onze municípios do Estado, de Cariacica à Cachoeiro do Itapemirim.

 

 

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